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:: Sábado, Março 04, 2006 ::
histórias de vida
escute algumas... ouça... expresse seus sentimentos... compartilhe suas idéias... veja o quanto que um pouco de carinho faz a diferença... e faça valer a pena... porque pequenos detalhes fazem a diferença...
:: 3:37 AM ::
escreve algumas linhas aê:
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:: Quarta-feira, Março 01, 2006 ::
seja em terra, seja no mar
e ir e pensar / lembrar e não querer esquecer
peripécias do pensamento magnetizado em momentos de extrema percepção.. e lembra-se da música que diz que "essa menina com / essa menina sem / essa menina vale ouro, vale o peso que tem / é o mistério do fundo do olho / é uma força da natureza / um diamante boiando na piscina / essa menina / bate bem / essa menina trama / planeja e sacoleja / o conteúdo da conversa / é o mistério do fundo do olho / é o império do desconhecido / meu coração numa garrafa de vidro / essa menina vai quebrar (...)" /
porque arraza e arruina / depois passa / em busca de outro / felicidade é um bem natural / que dure enquanto é carnaval / e que pelo menos nos traga coração / e ir e pensar / lembrar e não querer esquecer / contar histórias / canções para poder tocá-las / e beijos pra roubá-los / mesmo na chuva ou no frio que nos aquece / mas não esqueça das fotos da praia / indo em direção ao céu / e roubar um beijo teu / pensar e dizer / escrever histórias / cantar canções / e roubar beijos / com a chuva lá fora e as roupas no varal / na mesa ao lado a menina morena senta e não precebe sua volta / quando é percebida / e notada / seja na terra, no mar ou na areia / quando a percepção surge no ar / conclusões que nos levam a crer que somos apenas um / independente do que se pensa e do que os outros pensam / porque se veste isso ou aquilo / porque de alguma forma vamos interferir na maneira de ser ou de pensar / mas o caminho é nosso / seja em terra / seja no mar / manias percebidas / e que nada possa nos separar...
:: 4:27 AM ::
escreve algumas linhas aê:
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:: Terça-feira, Fevereiro 28, 2006 ::
Uma herança Caras
Por Carlos Nader - Revista Trip, Fevereiro/2006
Entre várias gracinhas de graça duvidosa, a revista Caras tem o hábito de chamar "filho" de "herdeiro". Ronaldo e seu herdeiro, Ronald. Xuxa e sua herdeira, Sasha. Carla Perez e sua herdeira, Camilly Victoria. É. Herdeiro... Foi isso que me veio à cabeça logo que o Giuliano Cedroni me avisou que o tema desta Trip seria "meio ambiente".
Mas o que é que o trejeito de Caras pode ter a ver com meio ambiente? Confesso que não sei. Ainda. Confesso também que o trejeito me irrita mais do que deveria. Fico doido. Fora de mim. Ouço vozes. Umas vozes de salão. Elas tentam me acalmar: "Ai, querido, pra que levar a sério? É só um detalhe...". A essas vozes eu poderia responder com aquele clichê de que o diabo está nos detalhes. Brincadeirinhas revelam. Nesse caso, elas são a ponta do iceberg de uma ideologia sonsa, que vê no sucesso rápido o sentido da vida. Herdeiro? Então a revista inofensiva pega a mais bela das afinidades humanas, a filiação, e a define como um relacionamento financeiro? Peraí. Chama a Heloísa Helena.
Mas antes que a própria Heloísa Helena resolva abrir seu apartamento funcional para a Caras, eu me pergunto de novo: e o meio ambiente, o que tem a ver com isso? O que sei é que, se me pedissem um único adjetivo para definir a ideologia de Caras, eu escolheria "anestésica". A revista é uma droga, também no sentido farmacológico. Seu princípio ativo para preencher o vazio metafísico das cabeças da classe média urbana é o de injetar nelas um vazio ainda maior. Funciona. O problema é que é um vazio opulento, inchado, inconseqüente, insustentável, tão insustentável quanto a política industrial do planeta.
Não defendo a destruição da Caras para a salvação da Terra. Claro. Por mim, até a Baby Consuelo e seu herdeiro Zabelê deveriam se hospedar no Castelo de Chantilly. Gosto de ópios. Meu problema é com a dose. A que corre pelas veias sociais anda over. Geral. O vazio opióide de Caras é só o espelho distorcido de uma sociedade hiper-midiatizada, só a caricatura do novo organismo global que se beneficia com o acesso à informação, mas que se entorpece com o excesso dela. E que, poluído, parece parar de discernir.
No fim de 2005 um relatório da ONU declarou que o dano ecológico já é tão grave que não é mais possível garantir a vida na Terra por mais de duas gerações. Duas. Dê uma olhada em www.millenniumassessment.org. Não saiu na Caras. E o New York Times deu três paragrafozinhos a respeito. Três. Em que planeta eles vivem? O último relatório da ONU que o Times desprezou dizia que o Iraque não tinha armas de destruição em massa. Não acreditaram. Parecem não acreditar também que as maiores armas de destruição em massa são a inconseqüência industrial e a anestesia midiatizada que a acompanha. Se essas armas não forem desativadas, não haverá refúgio. Até a Ilha de Caras fica no planeta Terra.
Ouço vozes de novo. Desta vez supostamente mais inteligentes. "O problema é que os ecologistas são muito chatos." Ah, o problema é esse. Quantos Kilimanjaros sem neve, quantos Katrinas, quantas secas inéditas na Amazônia serão necessários para que se entenda que o que menos importa a esta altura do campeonato é o fato de os ecologistas serem chatos?
Além de ser um slogan bem pensante e medroso, no qual um dia eu mesmo acreditei, a chatice ecológica reside num só fato. Bem chato. A vida na Terra corre, sim, o risco suicida de extinção. E no horizonte de nossos descendentes próximos. Entende-se que muita gente se incomode com esse recado. Em última instância, os ambientalistas estão sempre falando da iminência da morte. Da nossa morte.
Há um ruído na comunicação ecológica. Ela incomoda quando é tomada como algo pessoal. Talvez o antídoto para a chatice seja lembrar que se a nossa morte pessoal é inevitável, e que é até compreensível negá-la, a morte do planeta pode ser evitada por milhares de gerações. Os ecologistas estão então falando de vida. Como a Caras, eles querem que os herdeiros tenham um lugar para herdar.
:: 8:08 PM ::
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pratique o desapego
O desapego é um dos mais importantes ensinamentos budistas. Na verdade, a vida de iluminação é o caminho do desapego. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Ficamos com raiva, preocupados, tornamo-nos ávidos, fazemos queixas infundadas e temos todos os tipos de complexos. Todas estas causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa é o apego.
Existe uma famosa história zen sobre um mestre e seu discípulo. Os dois estavam a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio caudaloso e viram na margem, uma bela moça tentando atravessá-lo. O mestre zen ofereceu-lhe ajuda e, erguendo-a nos braços, levou-a até a outra margem. E depois cada qual seguiu seu caminho. Mas o discípulo ficou bastante perturbado, pois o mestre sempre lhe ensinara que um monge nunca deve se aproximar de uma mulher, nunca deve tocar uma mulher. O discípulo pensou e repensou o assunto; por fim, ao voltarem para o templo, não conseguiu mais se conter e disse ao mestre:
- Mestre, o senhor me ensina dia após dia a nunca tocar uma mulher e, apesar disso, o senhor pegou aquela bela moça nos braços e atravessou o rio com ela.
- Tolo - respondeu o mestre - Eu deixei a moça na outra margem do rio. Você ainda a está carregando.
Desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida; não se pode fugir dela quando somos sinceros. A vida e seus problemas devem ser encarados e lidados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar. É verdade que o dinheiro tem sua importância, mas a pessoa que se apega a ele torna-se avarenta e escrava do dinheiro. É muito fácil nos apegarmos à nossa beleza, às nossas aptidões ou às nossas posses, e assim nos sentirmos superiores aos outros. É igualmente fácil nos apegarmos à nossa feiúra, à nossa falta de aptidões ou à nossa pobreza, e assim nos sentirmos inferiores aos outros. O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos e idéias é muito mais problemático do que imaginamos.
Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. É melhor não fazermos isso. Todas as doenças serão curadas, exceto uma, que é a morte. Quando você estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda... ou melhor, aceite-transcendendo. A vida é mutável; todas as coisas são mutáveis; todas as condições são mutáveis. Por isso, "deixe ir" as coisas. Todos os abusos, a raiva, a censura - deixe que venham e que se vão. Tudo o que fazemos, devemos fazer com sinceridade, com honestidade e com todas as nossas forças; e uma vez feito, feito está. Não nos apeguemos a ele. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor "agora", com plena responsabilidade.
Quando o sol brilha, desfrute-o; quando a chuva cai, desfrute-a Todas as coisas nesta vida - deixe que venham e deixe que se vão. Este é um segredo da vida que nos impede de ficar aborrecidos ou neuróticos. Buda disse que todas as coisas na vida e no mundo estão em constante mutação; por isso, não se torne apegado a elas.
Fonte: Dharmanet
:: 1:51 AM ::
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momentos verão 2006
coisas ficam para trás e coisas novas o esperam pela frente
lembrar da saída da cidade e da chegada na praia / onde se olha pelo espelho retrovisor do carro e se percebe que, além de montanhas, coisas ficam para trás e coisas novas o esperam pela frente / lembrar da felicidade de encontrar velhos conhecidos e novas pessoas / lembrar do momento em que se molha o corpo no mar quando se ultrapassa a arrebentação pra sentar na prancha e esperar a série entrar / lembrar da caminhada na beira da praia no fim de tarde / do pescador que chega no amanhecer / do cachorro que não te conhece e te abana o rabo numa rua qualquer / lembrar da casa em que a pequena-menina-morena costumava passar as férias quando era criança / e lembrar que tu sempre arranjava uma desculpa pra passar na frente da casa dela pra pelo menos vê-la de longe / lembrar do céu estrelado e da lua cheia ao som do violão tocado na rede da varanda / da bicicleta velha que se torna o meio de transporte pelas ruas esburacadas e com poças d´água / do momento de silêncio sentado nas dunas contemplando o sol e o mar / lembrar dos amigos e velhos amigos / da presença dos mosquitos e do ¿canto¿ dos sapos nas pequenas lagoas após a chuva / da pequena criança que descobre o mar pela primeira vez / dos mistérios da areia / dos mistérios das pegadas e das conchas / da pessoa que tá longe / e da que tá perto / do arco íris em meio a chuva / da pelada na beira da praia / da música do verão / não aquela que se torna hit / porque se ela dança, eu danço / mas não sempre / do teu cachorro, única parceria nos dias de praia vazia / de fotos novas e antigas / de lembranças e desejos / de se estar nem aí / de vê-la partir / e vê-la voltar
:: 1:49 AM ::
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